
O sistema AML/KYC, usado em todo o mundo para “proteger” o sistema financeiro, custa bilhões, invade privacidade… e falha no básico: recupera menos de 1% do dinheiro ilícito.
Enquanto isso, cidadãos comuns têm seus dados coletados e expostos em cadastros intermináveis. O crime continua, a vigilância cresce.
O Coin Center propõe um outro caminho: identidade digital aberta e privada, que cumpra regras sem transformar todos nós em suspeitos permanentes.
O que está errado hoje
- Vigilância em massa
- Vazamentos de dados recorrentes
- Exclusão financeira para milhões
- Custos altíssimos para todos os envolvidos
A virada de chave
Em vez de coletar tudo sobre você, o sistema pode pedir só o mínimo necessário.
- Provar que você tem mais de 18 anos, sem mostrar sua identidade inteira
- Demonstrar que não está em listas de sanções, sem abrir todo seu histórico
Tudo isso com tecnologias já maduras: credenciais digitais verificáveis, provas de conhecimento zero e blockchains abertas.
Os princípios fundamentais
Para funcionar de verdade, uma identidade digital precisa ser:
- Controlada pelo usuário
- Resistente à vigilância e à censura
- Segura contra vazamentos
- Privada nas comunicações
- Operante até offline
- Resiliente em caso de perda
O futuro da identidade digital não precisa ser um grande sistema de rastreamento.
Pode ser uma infraestrutura aberta, interoperável e democrática.
📌 Leia o relatório completo: Coin Center – Tear Down this Walled Garden
Por Peter Van Valkenburgh (Coin Center) e Ian Miers (University of Maryland)
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