Dólar chega a cair abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois meses: moeda deve seguir em baixa?

Dólar chega a cair abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois meses: moeda deve seguir em baixa?

O dólar caiu abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois meses devido a fatores como otimismo externo e dados de inflação nos EUA a serem divulgados. A moeda brasileira é favorecida por redução de temores fiscais e cenário externo favorável. A queda do

April 11, 2023· 2 min read
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Após combo positivo na sessão com maior otimismo externo e IPCA abaixo do esperado, dados de inflação nos EUA de amanhã serão monitorados de perto

O dólar caía frente ao real e chegou a ficar abaixo dos R'$' 5 pela primeira vez em dois meses durante a manhã desta terça-feira (11), com investidores digerindo os dados de março do IPCA enquanto aguardavam uma importante leitura de inflação norte-americana a ser publicada na quarta, que pode oferecer pistas sobre a trajetória de política monetária do Federal Reserve. Redução de temores fiscais locais e cenário externo favorável a ativos de risco também formam o combo positivo que favorece a moeda brasileira.

Às 10h27 horário de Brasília o dólar comercial recuava 1,31% a R"$" 4,999 na compra e R$ 5 na venda após uma mínima de R"$ "4,992 nas primeiras negociações.

Já às 10h45, a divisa caía 1,04% a R"$" 5,013 na compra e R"$" 5,014 na venda.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,71% em março, abaixo do esperado, após alta de 0,84% no mês anterior, informou o IBGE nesta terça-feira.

Daqui para a frente, deveremos ver uma desaceleração acentuada no IPCA de bens industriais, enquanto o indicador de serviços permanecerá caindo em passos lentos. Para 2023, nossa projeção é que o indicador oficial de inflação do país termine o ano em 6%. Para 2024 nossa expectativa é que o IPCA desacelere lentamente e atinja 5%”, aponta Claudia Moreno, economista do C6 Bank.
Leonardo Santana, analista da Top Gain Research, destaca o dia de otimismo no mercado, com os investidores precificando um corte de juros pelo Banco Central após o IPCA. Isso aumenta a atratividade das ações e leva os investidores a buscarem pechinchas na Bolsa, o que pressiona o dólar para baixo com a entrada de capital.
Já segundo Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, esse movimento se deve a “notícias positivas vindas do novo arcabouço fiscal”, somadas a um “forte fluxo de entrada de recursos” pela conta comercial de dólares do país em meio à perspectiva de safras recordes.

(inflação ao consumidor).
“Se a inflação lá vier mais baixa [do que o esperado], podemos ver o dólar perder força no mundo. Entendemos que comprar dólares entre R"$" 5,00 e R"$" 5,10 é recomendável. Contudo, caso a cotação rompa e caia em direção a R$ 4,80, naturalmente que esta compra não terá sido boa, mas somente saberemos no futuro e, por outro lado, teremos a oportunidade de travar novas compras a preços mais baixos”, avalia o especialista.

O Citi disse em relatório desta terça-feira que é provável que os mercados globais operem em “modo de realização de lucros” antes dos dados de inflação dos EUA, mas reafirmou seu otimismo em relação a moedas latino americanas de alto retorno – o que inclui o real.

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